Quantas vezes nossas mães já passaram horas nos dando conselhos, nos dizendo que isto ou aquilo é melhor para nosso bem???
A resposta: milhares.
Quantas vezes ouvimos, realmente, o que elas tem a dizer?
Milhares também, seria a resposta mais lógica. Mas temos que encarar a verdade, seja por infantilidade, rebeldia, despreparo ou simplesmente falta de tempo, poucas foram as vezes que nos dispomos a parar tudo o que estamos fazendo para ouvir.
Infelizmente os conselhos de mãe não conseguem despertar a nossa atenção o suficiente para nos fazer refletir no momento em que são dados. Às vezes são preciso que se passem anos até finalmente nos darmos conta de que elas estão certas...
Mas vocês devem estar se perguntando o que me levou a tocar nesse assunto quando outros, como as festas de reveillon, parecem muito mais interessantes e adequados para a data. Certo?
Na verdade foi exatamente graças a essa festa de fim de ano que esse tema veio à tona.
Hoje chegando ao portão, ao sair do trabalho, às duas da tarde, correndo, com medo de não dar tempo de fazer as unhas, arrumar o cabelo e finalmente conseguir decidir qual roupa usar, me deparei com uma algazarra composta por porteiros, serventes e seguranças ansiosos pela saída das últimas pessoas da unidade para poderem ir pra casa.
Ainda tá se perguntando o que isso tem a ver?
Pois bem, finalmente quando conseguir passar por todos, esbarrei em um jovem office boy que me olhou com um ar meio triste e cansado e disse:
_Bem que minha mãe avisou... “Menino estuda!!!”
Depois dessa só me restou correr pra casa e acrescentar mais um item na minha lista de objetivos para 2009: Tentar ouvir um pouco mais os conselhos da minha mãe. Afinal elas sabem o que dizem!
“Os mais velhos desconfiam da juventude porque já foram jovens.”
(William Shakespeare)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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